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Juliano Gauche

by Juliano Gauche

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credits

released August 20, 2013

Juliano Gauche - voz
violões - músicas: 3, 5, 6 e 7
Junior Boca - guitarras
violões - músicas: 2, 3 e 4
Gustavo Souza - bateria
João Leão - teclados e piano
Meno Del Picchia - baixo - músicas: 4, 6, 7, 8 e 9
Daniel Lima - baixo - músicas: 1 e 5
Otávio Carvalho - baixo - músicas: 2
Tatá Aeroplano - vocais - música: 8
Gustavo Galo - voz e vocais - música: 8
Peri Pane - cello - música: 6
Coral Zombeteiro na faixa 6: Peri Pane, Junior Boca, Diogo Luiz Lopes, Tatá Aeroplano e Juliano Gauche
tema de abertura na faixa 2 - Zé Pi

gravado por Otavio Carvalho (Ota) e Ingo André, no estúdio Submarino Fantástico, São Paulo, entre Maio e Junho de 2013
produção executiva: Silvana Ramalhete
mixado e masterizado por: Fernando Sanches, no El Rocha
capa, arte e site: Binho Miranda
foto capa: autorretrato - arquivo pessoal
assessoria de imprensa: Ligia Lima
arranjos - Tatá Aeroplano e Junior Boca
produzido por - Junior Boca e Tatá Aeroplano

dedicado à ordem da introspecção mística

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Juliano Gauche São Paulo, Brazil

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Track Name: cuspa, maltrate, ofenda
Em meu mundo você foi quem refez o mapa que eu fiz pra gente se perder, rindo e dançando pra mim, pronta pra me machucar e eu pra ficar com você até a hora da morte. Olha a besteira essa cena que se repetirá: eu vou dizer sim e você vai aceitar. Como é que foi que a gente não morreu ao se conhecer? Bêbados de pó, você pelada na rua e o sol pra chegar, a casa sempre vazia, seu corpo todo arranhado e o meu pelo chão. Em meu mundo você foi quem refez o rio que eu fiz pra gente afogar a alegria, o céu azul, e essas belezas vazias que não dizem nada. Cuspa, maltrate, ofenda e deixa que eu chuto também, quem tentar prender nosso amor numa cruz. Em qualquer estrada a gente pode ser o que a gente quiser.
Track Name: contando os dias
Dentro deste quarto, longe dessas coisas, quem sabe a sorte ou a morte virá? Já não suporto mais contar os dias meu bem e eu quase nem falo mais nada. Mas, saiba outro dia eu fui parar, escondido de você, num prédio podre em cima de um bar que mal sabia eu. E pra que? É quando a gente morre um pouco mais pra sentir, é quando a gente sente que não quer mais ficar, é quando tudo foge um pouco e como um louco você só não quer mais parar dentro deste quarto, longe dessas coisas.
Track Name: além de todo gesto
Pra que nunca se afaste de mim eu posso até jurar a ser melhor. Mas não me olhe assim pra que eu não guarde rancor. Não assuste com as curvas do amor que nunca irá se perder. Meu coração não sai do seu peito e você nunca irá muito além de mim. Pra que nunca desabe a chorar, para nunca parar, saiba que eu sempre soube que tudo é só um instante e nada fica onde quer ficar.
Track Name: isto
Isto que estanca a morte em mim, isto sim é o amor. Não há mais nada, procure, pergunte a você e vê se tem pra dar alguma coisa que você não tenha. Isso que faz a gente ver que o outro mente e mesmo assim abraçar não é mais que medo de viver como se só, de morrer como se só. Isso de ver que o amor pode, enfim, te guardar...
Track Name: ao revólver
E agora, o que vem, com as ruas vazias e os parques tranquilos demais e o silêncio à força impedindo a gente de ver, que bem acima de nós só vai imperar o que a gente quiser?
Track Name: como a falta de ar
Se eu acabasse morrendo tentando explicar o que eu sinto da vida eu diria: valeu sim. Diria que só precisei de um dia e tudo se fez entender como a falta de ar. Que o sol me abraçou muito cedo e meu corpo tremeu feito um raio de luz que supera a manhã. Acordei muito louco, gritando: acode pra ver. Corre, vem ver. Mas era o dia e só era o dia e ninguém viu, ninguém entendeu. Amarelei, quase caí, fiquei sem o chão e o sangue me veio nos olhos já quase fervendo. E lá, em outro lugar, eu sonhava que se eu escapasse de não pertencer ao que a vida me quis, se eu não acabasse fechado numa sala, sorrindo e feliz, levaria meus dias cantando: acorde pra ver. Corre, vem ver.
Track Name: sérgio sampaio volta
Não me implore. Não quero ver você voltar assim. Estou cansado de ficar sofrendo com medo de sentir novamente o que eu senti. Quero sumir e virar pedra. Eternamente uma pedra. Que a minha alma exploda. Você não ouse vir pedir perdão. Preciso colocar em ordem o meu discurso contra a vida. Eu vou preparar a mesa vazia. Vou estender seu corpo como uma iguaria. Vou me servir horrores. Vou te tomar, te beber com gosto. Você não vai sentir mais nada. Será o fim do desencontro. Alguém some por aí. Quis se divertir comigo. Eu vou procurar o meu caminho. Vou te levar comigo. Quer queira, quer não. Que já chegou a hora da gente ir embora. Vá lá mi deus agora. Vou precisar de muita calma. Sérgio Sampaio volta. E traga aquela corda. Aqui é tão alto e eu olho. Eu vejo as pessoas. Elas não, não se importam. Se eu sofro ou se eu choro. Elas estão correndo à toa. E se trombam e se matam. Eu vejo daqui. Um lugar bonito. Bem lá em baixo um precipício. É ali que eu vou bater.
Track Name: amor do capeta
Amor do capeta. Esse seu corpo tá me deixando louco. Esse seu olhar ainda vai me matar. Amor do capeta. Mas é mentira. Você diz que não me quer. Me manda embora, me deixa de fora e depois vem de ré.
Track Name: deixa essa porra pra lá
Nem precisa esperar, que esse dia vem, depois de tanto passar sem a gente ver. Um dia para rir, depois de tanta desgraça. Deixa essa porra pra lá e vem pra dormir. Deixa essa porra pra lá. Nem precisa esperar, que essa noite vem. E o corpo é sempre um bom lugar, pra gente, então, enlouquecer como a gente gosta, tudo sem pensar. Deixa essa porra pra lá e vem pra dormir. Deixa essa porra pra lá. Nem precisa esperar, que outro dia vem. E o dia é sempre um bom lugar, pra gente, depois, se perder.